Culto & Sacerdócio
As relações que estabelecemos entre cultura e culto no mundo ocidental só fazem sentido numa visão ampla do cristianismo. Se, como alguns pretendem, a dimensão cultual não pertence ao Novo Testamento, teremos de admitir que todo o caminho ocidental percorrido foi uma via aberrante. Mas como se chegou a esta tese? Deve-se a Joseph Ratzinger a indicação clara dessa origem. A sua tese fundamental é a seguinte: ao separar-se o Novo do Antigo Testamento, deixa-se de compreender muitos aspectos do Novo, principalmente a dimensão cultual. Por sua vez, ao perder-se a ligação ao Antigo Testamento, deixa de haver ligação do Cristianismo com a experiência religiosa comum à humanidade. Uma consequência imediata foi a crise da identidade do sacerdócio. Mas o problema foi mais longe. Caiu-se numa «profanidade cujo cristomonismo espasmódico destrui na realidade até a imagem de Cristo na Bíblia.» (Veja-se a Conferência "Meditação sobre o Sacerdócio" no separador Ensaios & Textos)

